Formalidade ao se vestir para o trabalho

Dentro do contexto que estamos abordando, formalidade significa uma maneira expressa em protocolos que determinam como proceder conforme impõe a civilidade, sinalizando respeito mútuo e consideração, ou seja, com polidez, urbanidade, delicadeza e cortesia.

No que diz respeito ao vestuário, as características da roupa formal exigida em determinadas circunstâncias e eventos, derivam das regras do protocolo social, diplomático, político, militar, etc.

A desobediência a essas regras em circunstâncias consideradas formais, como é o trabalho, podem ser interpretadas como falta de respeito, indelicadeza, descortesia ou desconsideração. Por outra parte, sendo a formalidade uma virtude, seu cultivo através do respeito às regras protocolares é garantia de acerto e boa receptividade entre as pessoas.

Os ambientes de trabalho tendem ser mais formais, variando o grau de exigência conforme a atividade profissional. A sobriedade é a principal característica da roupa formal para o trabalho. Querendo saber mais a respeito da sobriedade ao se vestir para o trabalho, procure esse título no arquivo deste blog na página inicial.

Sobriedade ao se vestir para o trabalho

Sobriedade também significa moderação e comedimento. No que se refere ao vestuário, também pode significar simplicidade, ou seja, evitar todo o tipo de excesso, extravagância, irreverência e ostentação.

O estilo de vestuário que mais se adéqua ao guarda-roupa de trabalho é o clássico, que entre seus atributos apresenta: atemporalidade das peças, que ultrapassam a efemeridade da moda; durabilidade dos tecidos, que permanecem impecáveis por vários anos por serem feitos com fibras naturais; variedade de tecidos, texturas e estampas; cores básicas; versatilidade ao possibilitar a coordenação das peças em inúmeras combinações; modelagem perfeita que segue as linhas naturais do corpo em proporções adequadas; limpeza no “design” com detalhes que não comprometem a harmonia do conjunto.

Os atributos do estilo clássico preenchem com folga os requisitos necessários a uma roupa de trabalho elegante: comedimento, discrição, conforto, beleza e harmonia, que se constituem em valores duráveis. Por isso a roupa clássica não muda muito com o passar do tempo, resistindo ao vai-e-vem da moda.

Mas tantos atributos têm um preço. Roupas clássicas são mais caras. Mas assim mesmo vale a pena investir nelas, porque por sua versatilidade, exigirão um número menor de peças; por sua qualidade e atemporalidade, durarão muito mais, exigirão menos reposições e, consequentemente, menos gastos com vestuário em médio prazo.

Por tudo isso, a adoção do estilo clássico no vestuário contribuirá muito para nos tornar elegantes, apropriados e confiantes não apenas para o trabalho, mas para a maioria das ocasiões, conforme variemos os complementos, acessórios e adornos.

Elegância na forma de se vestir para o trabalho

A elegância na forma de se vestir para o trabalho se caracteriza pela presença de um conjunto de elementos que formam uma composição visual bela e harmônica que se distingue pela sobriedade, formalidade e adequação ao tipo físico dos usuários e às atividades profissionais que desenvolvam nos ambientes em que atuam.

Algumas atividades profissionais exigem roupas especiais ou uniformes, o que não deixa muita escolha para quem os utiliza. Mas havendo essa possibilidade é importante se ter em conta alguns requisitos básicos ao escolher as roupas e acessórios para usar no trabalho.

Não me deterei aqui nas particularidades de cada profissão. Procurarei tratar do tema de forma mais genérica, partindo dos principais elementos que configuram a elegância na forma de se vestir para o trabalho. Amanhã falarei um pouco a respeito da sobriedade ao se vestir para o trabalho e em seguida falarei também sobre a formalidade e adequação do vestuário.

Elegância nas maneiras e posturas

Atendendo a pedidos falarei um pouco sobre a elegância na apresentação pessoal para o trabalho.

Começarei esclarecendo um ponto chave: a verdadeira elegância não se restringe à aparência. Ela se caracteriza também pela distinção de maneiras e posturas, somando um conjunto de elementos em uma composição harmônica. São traços de elegância: o bom gosto, a correção, a simplicidade, a discrição, a moderação, a gentileza, a cortesia, a formalidade, a amabilidade, a delicadeza no trato, a suavidade nos gestos e na expressão. Observem como a maioria dos traços de elegância correspondem a virtudes que embelezam a figura humana, inspirando simpatia e favorecendo a convivência. Com isso, uma pessoa é tão elegando quanto virtuosa for.

Portanto, o cultivo das virtudes mencionadas deve ser encarado como uma regra de ouro por quem queira se tornar uma pessoa elegante de fato, não apenas em aparência, associando a elas todas as práticas que adotar no seu ambiente de trabalho e em todos os ambientes que frequentar.

Algo sobre a convivência com colegas do sexo oposto no ambiente de trabalho

Esse é um assunto bem delicado, porque a convivência entre homens e mulheres no ambiente de trabalho e nas diversas atividades profissionais envolve muitas sutilezas e impõe certos cuidados para que o ambiente e os relacionamentos sejam preservados e se mantenham em um nível elevado.

Tenho observado que certas atitudes das pessoas favorecem muito o cumprimento desses objetivos, todas elas direcionadas a manter as prerrogativas do sexo feminino sobre o masculino, mesmo quando a mulher ocupe uma posição de nível hierárquico inferior ou superior, salvo algumas exceções. Tais atitudes reforçam as características das naturezas masculina e feminina, favorecendo manter a ordem natural das coisas.

Da mesma forma que as relações de amizade devem ser preservadas e mantidas com reserva e discrição nos ambientes de trabalho, para que os demais colegas não se sintam preteridos, ameaçados ou excluídos, os relacionamentos amorosos também devem ser preservados dentro desse ambiente. Será melhor que passem despercebidos. Agindo dessa forma, se o relacionamento não for levado adiante, isso também passará despercebido pelos demais, favorecendo a manutenção do relacionamento profissional em bons termos. Caso vá adiante, o relacionamento amoroso fica preservado da curiosidade alheia. Ass confidências, assim como a exposição das intimidades, não cabem no ambiente de trabalho, onde gravitam pensamentos de outra natureza, com os quais não convém mesclar outros mais delicados.

Também tenho observado que determinadas atitudes desfavorecem muito a preservação do bom ambiente de trabalho, todas elas relacionadas à falta de respeito a si mesmo ou aos demais. Os toques físicos, por exemplo, devem ser evitados, respeitando-se a fronteira da intimidade que impõe certo distanciamento do outro ao conversar. Superar essa fronteira é uma licenciosidade que, além de causar desconforto em muitas pessoas, pode ser interpretada como assédio, inclusive pelos que presenciam tal atitude. Outro exemplo é o excesso de atenção, que pode ser confundido com flerte ou importunação.

Há algo mais que deve ser evitado a qualquer preço. São as aventuras amorosas. Os resultados delas no ambiente de trabalho podem ser desastrosos. Elas comprometem seriamente o conceito dos envolvidos e tiram crédito dos profissionais.

O papel do respeito no ambiente de trabalho

Antes de apresentar o que tenho a dizer sobre esse tema, gostaria de propor algumas questões para reflexão: O que torna um ambiente de trabalho bom ou ruim? A quem se deve respeito em primeiro lugar? Que condutas evidenciam respeito por si mesmo e pelos demais? Que boas práticas são evidência de respeito?

No meu ponto de vista, o que torna um ambiente de trabalho bom ou ruim é a presença ou ausência do respeito. Não há respeito onde não há virtudes e sentimentos. Sempre que pergunto, nas minhas palestras e cursos, a quem devemos respeito em primeiro lugar, a primeira resposta que surge é a de que se deve respeito a si mesmo em primeiro lugar. Esta é, de fato, uma boa resposta. Quem não aprendeu a respeitar nem a si mesmo certamente não saberá respeitar aos demais.

Mas sempre fico pensando se as pessoas que apresentam prontamente esta resposta sabem em que consiste o respeito a si mesmo. Eu compreendo que o respeito a si mesmo consiste em respeitar as próprias convicções. Respeita-se as próprias convicções quando não se permite fazer coisas que vão contra os próprios princípios éticos e morais, aquilo que um dia se admitiu ser o que é certo, o que é verdadeiro, o que é justo, o que é bom e o que é belo.

O mais interessante é que o cultivo do respeito por si mesmo, na maioria das vezes, resulta em respeito também pelos demais. Isso se reflete no cumprimento das formalidades, dos prazos, dos horários, dos compromissos, das tarefas, da palavra empenhada, dos contratos, etc. Além disso, quem respeita a si mesmo inspira respeito. Por outra parte, se a própria pessoa não respeitar a sim mesma, não se fará digna do respeito dos demais. Quem respeita as regras, normas e leis inspira respeito e confiança, pois sabemos o que esperar de pessoas respeitosas.

Boa postura no ambiente de trabalho

Hoje começarei a tratar sobre a postura que o profissional deve ter em seu ambiente de trabalho, ou seja, a conduta, os preceitos, as atitudes e maneiras de pensar e agir que deve adotar nesse campo tão importante da vida de todas as pessoas.

Mas por que é tão importante manter uma boa postura no local onde trabalhamos? Porque a forma como nos comportamos ao nos relacionarmos com as outras pessoas repercute muito no ambiente que se forma ao nosso redor e no conceito que se vão formando ao nosso respeito. Conforme tratamos as pessoas somos considerados e respeitados.

Relações profissionais costumam se estender por longo prazo, especialmente aquelas com colegas de trabalho, sejam subordinados ou superiores. Na convivência diária, vão se tornando evidentes as afinidades e as divergências, o que faz com que nos identifiquemos mais com uns e menos com outros. Qualquer destas alternativas inspira cautela, pois de ambas podem produzir circunstâncias que resultem em problemas de convivência no ambiente de trabalho.

Uma destas circunstâncias é aquela em que, por excesso de familiaridade, relaxamos no trato, deixando de dedicar ao outro a atenção e o respeito costumeiros, primeiro em pequenos detalhes e, logo, em coisas mais significativas. É então que acontece o desgaste em relações outrora pautadas pelo respeito às formas elevadas de trato prescritas pelas boas maneiras. Conforme a gravidade do descuido cometido, o desrespeito a simples normas de convivência social pode comprometer seriamente o relacionamento profissional e causar danos difíceis de reparar ao ambiente de trabalho, chegando a gerar graves conflitos de longo prazo. O risco de que isso aconteça justifica manter certo grau de impessoalidade nos relacionamentos profissionais, especialmente dentro do ambiente de trabalho.

Outra circunstância que justifica manter a impessoalidade no ambiente de trabalho ou em outros ambientes onde se reúna um grupo de pessoas do nosso relacionamento pessoal, é não deixar muito evidentes as nossas preferências por uma ou outra pessoa em detrimento das demais, para evitar que esses últimos não se sintam preteridos. Esta circunstância pode gerar ressentimentos e criar muitos problemas em que as causas não ficam evidentes. Uma boa forma de não deixar evidentes as nossas preferência e afinidades é distribuir igual atenção a todos.

Uma terceira circunstância que também merece ser considerada é a informalidade no trato ao abolir os devidos títulos e deferências (Senhor, Senhora, Senhorita, Doutor, etc.) em respeito à hierarquia. Essa alternativa deve ser adotada apenas nos casos de empresas com características mais informais, como as agências de publicidade, e quando seja devidamente autorizada.

O excesso de familiaridade pode gerar muitos problemas no ambiente de trabalho, pois favorece o rompimento das fronteiras seguras da intimidade, da discrição, do respeito e da hierarquia. Para que a natureza dos relacionamentos profissionais seja preservada em sua forma ideal, evitando-se inúmeros conflitos, é conveniente manter tais formalidades.

Como se decidir a adotar ou não uma norma de conduta ou regra de etiqueta

Essa é uma dúvida que muitas pessoas têm e que eu também carreguei por muito tempo. Depois de estudar muito e refletir muito sobre o assunto, alcancei algumas conclusões e estabeleci um critério para mim, que tenho difundido. Esse critério é o de analisar e julgar que benefícios cada norma de conduta ou de etiqueta pode representar para meu aperfeiçoamento individual, para a minha vida de relação e para o meu bom conceito.

Nessa análise avalio em que a norma de conduta ou de etiqueta em questão pode contribuir para o cultivo de qualidades, virtudes e valores que podem me tornar um ser humano melhor e mais fácil de conviver não apenas no trato social ou profissional, mas em todos os sentidos. Outro aspecto que avalio é se a norma avaliada acrescentará mais beleza, leveza, e alegria para a minha vida.

Após submeter as normas de conduta ou etiqueta a esse critério, tenho desprezado algumas, mas reconhecido a bondade de muitas delas. E sabendo que estão me favorecendo cultivar um valor ou tornar melhor e mais agradável a minha vida e a vida dos demais, tenho me esforçado em adotar tais normas e me empenhado em praticá-las regularmente.

Tenho constatado que essa prática favorece a formação de bons hábitos. E os bons hábitos favorecem o cultivo de virtudes, que depois de um tempo passam a ser parte de nós e a se manifestar naturalmente no nosso comportamento. Mas para que se constituam em um valor próprio é necessário querer cultivar essas virtudes e realizar esse cultivo conscientemente, sabendo o que faz, porque o faz e com equilíbrio. Caso contrário, se corre o risco de ir ao extremo, alcançando o efeito contrário: tentando ser muito expansivo, pode se chegar a ser inoportuno; tentando ser muito espirituoso, pode se chegar a ser indelicado; tentando ser muito gentil, pode se chegar a ser adulador...

Importância das normas de convivência social para a vida

A prática das normas de convivência social quer sejam chamadas de boas maneiras, de etiqueta ou cerimonial, deve ser valorizada quando representar um culto a valores que nos elevem a uma condição de seres mais humanos. Já aquelas regras de etiqueta que tiveram seu auge na corte francesa dos reis Luiz XIV e Luiz XV que serviam e servem até hoje apenas para discriminar as classes sociais inferiores e eram mudadas à medida que estas últimas as assimilavam, estas não fazem nenhum bem, ao contrário, fazem muito mal ao permanecerem mescladas àquelas vinculadas ao cultivo dos valores unânimes da civilidade e, portanto, merecem ser discriminadas e desprezadas.

Já as normas que favorecem o cultivo de hábitos e posturas que nos tornam mais disciplinados, discretos, afáveis, tolerantes e prudentes, dentre muitos outros valores da civilidade, devem ser praticadas amplamente, pois além de favorecer uma convivência mais benigna e elevada com os nossos semelhantes nos tornam seres melhores, mais virtuosos, mais evoluídos, mais felizes e tornam o mundo melhor.

As boas normas de convivência social não existem por que sim ou para satisfazer os caprichos de ninguém. Elas são instrutivas, orientadoras, favorecem a formação moral e o cultivo da ética que sustenta a ordem social. São como as leis, se não existissem seria o caos. Se os seres humanos já fossem naturalmente virtuosos não seria necessário haver normas ou instituir leis, pois se comportariam bem naturalmente. Mas como isso ainda não é uma realidade na nossa civilização – e espero que venha a ser um dia - as normas de convivência social orientam nesse sentido, proporcionando ordem, segurança e acerto ao indicar como se comportar nas diversas situações.

Meu propósito

É com alegria que me disponho a utilizar esse espaço para divulgar meu trabalho e compartilhar meus pensamentos sobre um assunto muito delicado: BOAS MANEIRAS. Mas não pretendo simplesmente ditar ou citar normas de conduta ou etiqueta. Meu propósito é apresentar uma nova abordagem deste tema, tão desgastado e maltratado ao longo do tempo.

Pretendo propor reflexões sobre a prática das boas maneiras nos diversos campos da vida, especialmente no campo profissional. Meu interesse por esse tema vem de longa data; mas confesso que inicialmente algumas resistências internas me fizeram vacilar ante a oportunidade de fazer um curso superior nessa área. Ainda bem que venci essas resistências, pois tive gratas surpresas ao fazer o Curso de Cerimonial e Etiqueta, quando procurei aproveitar bem as oportunidades de conhecer muitos aspectos da história da cultura universal sobre as boas maneiras, o cerimonial e a etiqueta nas diversas culturas ao longo do tempo e suas implicações na vida das pessoas. Após refletir muito sobre esses conceitos, confrontando-os com outros mais transcendentes, pude rever meus os meus próprios, alcançando importantes conclusões e superando posições antigas baseadas em velhos preconceitos. Hoje tenho muito mais clareza sobre quais maneiras são boas de fato e que por isso merecem ser adotadas e quais devem ser desconsideradas.

Tendo estudado, pesquisado, observado e pensado muito sobre esse tema para elaborar diversos cursos e palestras, tenho muito a dizer. Mas também estou bem disposta a ouvir e a aprender muito mais. Espero, portanto, conquistar alguns seguidores interessados em trocar impressões sobre esse tema.

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