Exemplos de mãe

Hoje quero homenagear todas as mães falando o que sinto pela minha. Minha mãe é um ser humano especialíssimo. Mãe de cinco filhos sempre nos deu grandes exemplos, que continuou dando também para seus netos e bisnetos.

Seu exemplo mais recente foi começar a fazer exercícios de musculação aos 76 anos de idade. Essa iniciativa lhe proporcionou rejuvenecer muito e melhorar sua saúde e disposição para desfrutar a vida e acompanhar o crescimento dos bisnetos.

Sinto muita afinidade e identificação com minha mãe, em todos os sentidos. Sigo seus exemplos, às vezes conscientemente e às vezes inconsciente do que plantou em mim. Acho que até nos defeitos somos parecidas.

Sendo professora de Português, ensinou a língua pátria generosamente a incontáveis alunos. Cumpriu essa tarefa como uma missão de bem, que desempenhou com muito gôsto, muita humildade, muita paciência, muita tolerância, muito interesse, muito amor e muitos incentivos para seus alunos estudarem e evoluírem. Aposentou-se oficialmente, mas se mantém na ativa. Mantém viva em si a disposição de continuar a aprender e a ensinar. Há poucos dias comprou novos livros de português para atualizar-se na utilização da nova ortografia. Contou-me isso ao telefone cheia de entusiasmo. Vejam que exemplo lindo!

Dentre os muitos exemplos que minha mãe deu a mim e aos meus irmãos, quero destacar um que foi dos mais importantes para enfrentar as lutas da vida. Ela sempre foi capaz de encarar os problemas com serenidade, valentia e trabalho, mantendo-se sempre ativa e altiva, segura de seu valor e irredutível em seus valores.

Foram tantas as coisas importantes que aprendi com minha mãe que não dá para sintetizar aqui em poucas linha. Por isso encerrarei essa pequena homenagem à minha querida mãezinha manifestando que, na medida em que o tempo passa e vou avançando em anos, vai se ampliando a minha compreensão da importância de se ter e ser uma mãe inteligente e sensível. Sou muito grata a Deus por te me concedido a prerrogativa de ser sua filha e anelo estar conseguindo ser uma esposa, mãe e educadora tão zelosa e dedicada quanto minha mãe, pois tenho me esforçado por seguir esses exemplos conscientemente.

Um grande exemplo de elegância

Com a proximidade da data de aniversário do meu pai, já falecido, vieram à minha recordação nos últimos dias, muitos sentimentos, impressões, vivências e fatos relacionados a ele. Alguns são mais pessoais, mas me pareceu oportuno compartilhar seu exemplo de elegância através do blog Syndérèse, como uma singela homenagem.

Meu pai foi funcionário público na época da minha infância, professor na minha adolescência e juventude e advogado na minha vida adulta. Sua elegância natural se evidenciava em muitos aspectos nas diversas fases da sua vida.

Quando funcionário público, na década de 60, em Brasília, ainda não tinha curso superior, que concluiu mais tarde. Mas ainda assim possuía uma clareza mental e correção ao falar que lhe conferiam uma elegância peculiar ao expressar-se, tanto que costumava colaborar com oradores ilustres na elaboração de seus discursos. Recordo-me que desde aquela época meu pai já se vestia com elegância e acerto, além de estar sempre bem barbeado, perfumado e com cabelos, bigodes e unhas bem aparados. Continuou sendo um cavalheiro com minha mãe mesmo depois de muitos anos de casado. Sabia ser oportuno ao fazer galanteios, pequenas atenções e ao presentear. Também era um exímio dançarino de salão, tinha bom gosto musical, paladar muito apurado e sabia cozinhar com maestria.

Durante a minha adolescência, na década de 70, minha família possuiu um colégio em uma cidade do interior de Goiás próxima a Brasília. Tenho recordações muito felizes dos nos vividos em Formosa com meus pais e meus quatro irmãos, embora tenha sido um período de muitas lutas para levar adiante o projeto do colégio. Mas mesmo sendo um período de grandes desafios e poucos recursos materiais, meu pai conseguiu manter seus traços de elegância sem ostentação. Vestindo jalecos costurados por minha mãe, mantinha sua altivez na postura, na forma de se expressar e até de caminhar pelos corredores do prédio simples do colégio. Embora fosse um homem grande, era capaz de caminhar com tal leveza que parecia deslizar.

Meu pai gostava muito de ler e de falar, de contar histórias e expressar suas opiniões. Adorava estar diante de uma platéia. Talvez por isso tenha se identificado tanto com a vida de professor de geografia, história e outras disciplinas afins. Tinha a mente tão organizada que não necessitava de planos, anotações e livros para dar suas aulas, embora os utilizasse para cumprir as exigências da profissão. Tinha satisfação em fazer os alunos refletirem sobre os relatos históricos e a ousadia de desafiar a veracidade de muitos deles. Anos depois a História Nova lhe deu razão. Tinha sempre um ponto de vista mais amplo do que os dos autores dos livros didáticos, buscando sempre a lógica dos acontecimentos. Fui sua aluna no ensino médio e recordo com nitidez de sua imagem andando de uma extremidade à outra da sala de aula, com uma mão no bolso e gesticulando com a outra. Enquanto contava a História seu olhar às vezes se desviava da turma como que focando o infinito, indo de fora para dentro de sua mente em busca da informação que precisava ou do fato apropriado para ilustrar o pensamento que queria expressar. Durante minhas provas de vestibular, ante uma ou outra pergunta, vinha à minha mente a imagem do meu pai à frente da sala de aula quando falava sobre aquele tema.

Na minha vida adulta, já casada e morando distante de minha família de origem, me surpreendia sempre quando reencontrava meu pai. Com os filhos já adultos e avô de alguns netos, ele foi capaz de reinventar-se completamente. Formou-se em Direito, deixou o colégio para os filhos que o quiseram, voltou para Brasília com minha mãe e foram viver uma vida totalmente diferente, embora simples como a de antes. Mas nessa época meu pai se permitiu desfrutar de alguns prazeres que colocaram ainda mais em evidência seu bom gosto e elegância. Sabia escolher com precisão os mais refinados ternos, sapatos, gravatas, óculos e relógios,combinando tudo com perfeição, embora fosse daltônico. Certamente recebia ajuda de minha mãe nessa parte. Além de saber se expressar, se vestir, caminhar e se portar com correção e elegância, meu pai sabia circular com desembaraço tanto pelos ambientes mais refinados como pelos mais simples. E era bem recebido e respeitado em todos eles.

Meu pai foi um exemplo de que a elegância cabe em todos os lugares e de que há elegância também na simplicidade.

Com que roupa eu vou?

Sempre que introduzo uma palestra ou curso sobre esse tema inicio perguntando o que torna uma roupa adequada para o trabalho. Geralmente as pessoas são capazes de enumerar muitos aspectos. Parece muito óbvio para a maioria das pessoas como se vestir adequadamente. Mas mesmo quando acertam em muitos aspectos, há um ou outro descuido ao se vestir que quebra a harmonia do conjunto, comprometendo muito o efeito.

Há muitos fatores a considerar na a adequação de uma roupa. Por isso é tão difícil fazer boas escolhas na hora de comprar e de se vestir apropriadamente para as ocasiões mais formais. É bastante comum que pessoas confiantes em outros aspectos da vida peçam ajuda nestes quesitos. Para ajudá-las, decidi enumerar alguns aspectos que me pareceram mais relevantes na roupa de trabalho:

FINALIDADE DESEJADA – Ter em conta os atributos de uma roupa de trabalho: Sobriedade, formalidade, adequação, praticidade, conforto.
Dicas: Evitar todo tipo de excesso, extravagância, irreverência, ostentação, informalidade. Evitar aproveitar para trabalhar as roupas compradas para outras finalidades (passeio, festa, esporte, etc.). Evitar roupas que se amassem com facilidade, que sejam mais propensas a manchas e as que causem desconforto, já que serão usadas ao longo de muitas horas seguidas.

OCASIÃO - Uso diário ou Eventos profissionais.
Dica: Alguns eventos como jantares de negócios, feiras, reuniões de apresentação de projetos a superiores ou de produtos a clientes, por exemplo, podem exigir trajes ainda mais formais do que os usados no dia-a-dia do profissional.

CLIMA E TEMPERATURA - Fatores ambientais.
Dicas: Quanto mais frio o tempo, a tendência é usar roupas mais pesadas e escuras. Quanto mais quente a temperatura, mais leves e claras elas devem ser. Convém evitar saias e calças muito claras e calçados delicados em dias chuvosos, porque se sujam, mancham ou se danificam com mais facilidade.

BIOTIPO DO USUÁRIO - Tipo físico: estatura, formas do corpo, cor da pele e dos cabelos, idade, etc.
Dicas: Nem tudo fica bem em qualquer pessoa. Por isso, para conquistar uma aparência harmoniosa, é importante que cada um procure se informar sobre o que lhe fica bem e escolher roupas com tamanho, formas, cores e detalhes apropriados para seu tipo físico e faixa etária. É mais seguro procurar literatura especializada no assunto do que buscar opinião de leigos. Um espelho fixo grande e um menor móvel que, de frente um para o outro, nos permitam mirar também de costas, também são ótimos conselheiros.

PREFERÊNCIAS PESSOAIS - Moda e Estilo.
Dicas: Quem trabalha em uma empresa ou instituição mais formal e tenha preferência por roupas mais informais, irreverentes, exóticas, sensuais ou esportivas, é melhor usá-las fora do trabalho. E se gostar de seguir a moda e não hesitar em usar cores fortes, brilhos e estampas mais vistosas, convém usá-los nos detalhes como gravatas, lenços, etc.

Espero que com essas dicas tenha conseguido oferecer alguma ajuda para os indecisos enfrentarem suas ecolhas de roupas com mais segurança.

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